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Contran publica Resolução nº 1.031/2026 e redesenha a fiscalização da Lei Seca em todo o país

Aprovada pelo Contran, a Resolução nº 1.031/2026 atualiza as regras de fiscalização de álcool e substâncias psicoativas em rodovias e vias urbanas do Brasil.

Contran publica Resolução nº 1.031/2026 e redesenha a fiscalização da Lei Seca em todo o país

Uma nova etapa para a Lei Seca

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) formalizou a Resolução nº 1.031/2026, documento que passa a orientar a fiscalização de motoristas sob efeito de álcool e de outras substâncias psicoativas nas estradas e nas ruas das cidades brasileiras.

A publicação reorganiza procedimentos que, até então, estavam dispersos em normas anteriores e davam margem a interpretações distintas entre os órgãos de trânsito estaduais e municipais.

O que a resolução abrange

O texto tem como foco central a regulamentação da fiscalização — ou seja, o modo como agentes identificam, abordam e autuam condutores suspeitos de dirigir sob influência de álcool ou de entorpecentes.

Entre os pontos tratados pela norma estão:

Álcool e outras substâncias no mesmo radar

Um dos eixos destacados pela resolução é a equiparação do tratamento dado ao consumo de álcool e ao uso de substâncias psicoativas — categoria que reúne entorpecentes e medicamentos capazes de comprometer reflexos, atenção e tempo de reação ao volante.

Na prática, a norma reforça que a capacidade de condução pode estar comprometida por diferentes agentes, e não apenas pela ingestão de bebida alcoólica.

O que segue valendo para o motorista

A resolução é uma norma regulamentadora: ela detalha a operação da fiscalização, mas não substitui o que já está estabelecido no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Por isso, continuam em vigor:

Efeito prático nas operações

A expectativa é de que a padronização traga maior previsibilidade jurídica às autuações. Quando os procedimentos são uniformes, reduz-se o espaço para contestações administrativas baseadas em falhas de forma — algo que historicamente sobrecarrega os órgãos de trânsito e os tribunais.

Para o condutor, a leitura é direta: as operações tendem a ficar mais consistentes e o rigor na verificação permanece. A recomendação clássica continua sendo a mais segura — se beber, não dirija, e utilize transporte alternativo, aplicativos ou motorista da rodada.

Próximos passos

Com a publicação, cabe aos órgãos executivos de trânsito dos estados e municípios ajustar seus protocolos internos e treinar equipes de fiscalização conforme as novas diretrizes. A adesão deverá ocorrer de forma gradual, acompanhada de atualização dos sistemas de autuação.

A Lei Seca, instituída no Brasil em 2008 e endurecida nos anos seguintes, segue como uma das políticas de segurança viária mais relevantes do país. A Resolução nº 1.031/2026 se insere nesse esforço contínuo de reduzir mortes e lesões no trânsito — um dos principais desafios de saúde pública nas cidades e rodovias brasileiras.

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