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G1 · G. Rok ·

Caminhada entre corpos: as imagens que expõem a aposta linha-dura do novo presidente da Colômbia

Fotos de Espriella ao lado de supostos guerrilheiros mortos viralizam, reforçam o discurso de mão de ferro e acendem alertas de críticos na Colômbia.

Caminhada entre corpos: as imagens que expõem a aposta linha-dura do novo presidente da Colômbia

Um registro que virou símbolo

A imagem é direta e desconfortável: o novo presidente da Colômbia, Espriella, aparece caminhando tranquilamente entre os corpos de supostos guerrilheiros abatidos. O registro, divulgado em redes sociais, rapidamente deixou de ser apenas uma fotografia para se transformar em peça central do debate político colombiano.

Para aliados, trata-se da prova visual de uma promessa de campanha: tolerância zero com o crime organizado. Para críticos, é um retrato que beira a celebração da morte e que deveria preocupar qualquer democracia.

O que dizem os defensores

O gesto não foi tratado como acidente. Ao circular as imagens, o próprio presidente sinalizou que elas fazem parte de sua mensagem.

As críticas

Do outro lado, o efeito é o oposto. Especialistas em direitos humanos, setores da academia e parte da imprensa internacional veem no episódio um sinal de que o novo governo pode flexibilizar limites que deveriam ser intocáveis.

As principais objeções giram em torno de três pontos:

A vitória de junho e o mandato que nasce dessas imagens

Não se trata de um episódio isolado. Analistas avaliam que a plataforma de segurança radical foi um dos motores da vitória de Espriella nas eleições de junho. O eleitorado, cansado de décadas de conflito em regiões periféricas, respondeu a um discurso que troca mediação por confronto.

O paradoxo é evidente: quanto mais o presidente exibe a brutalidade do combate, mais consolida a base que o elegeu — e mais amplia o coro de quem teme o custo institucional dessa estratégia.

O que observar a partir de agora

A polêmica em torno das imagens não é apenas estética. Ela antecipa disputas concretas:

Por enquanto, o que resta é uma certeza: o novo presidente escolheu transformar a violência em linguagem política. E essa escolha, feita diante das câmeras, já começou a cobrar seu preço.

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