Troca de experiências antes do pontapé inicial
A pouco mais de um mês da bola oval invadir o Rio de Janeiro, o Maracanã já colocou em marcha um plano para proteger seu gramado. A estratégia inclui uma consulta direta à Neo Química Arena, casa do Corinthians, que serviu de palco para o primeiro jogo da NFL disputado em território brasileiro.
O objetivo é claro: aprender com quem já passou pela experiência e reduzir ao máximo os estragos que uma partida de futebol americano costuma provocar no campo.
A lição deixada por São Paulo
Em setembro de 2024, o estádio paulista recebeu o confronto entre Green Bay Packers e Philadelphia Eagles, marco inaugural da liga no país. Desde então, o manejo do gramado da arena corintiana passou a ser observado com atenção por outros estádios brasileiros que sonham em receber eventos do gênero.
É justamente esse conhecimento acumulado — do tratamento do solo à recuperação pós-jogo — que o consórcio responsável pelo Maracanã busca agora absorver.
O desafio do calendário
O duelo entre Baltimore Ravens e Dallas Cowboys, agendado para 27 de setembro, será o primeiro jogo da NFL no Maracanã. A escolha do estádio carioca, porém, esbarra em uma agenda já apertada, com compromissos frequentes de Flamengo e Fluminense pelo Campeonato Brasileiro e pela Libertadores.
A preocupação se justifica: o futebol americano exige marcações específicas, estruturas temporárias e o peso de atletas protegidos por equipamentos, fatores que costumam castigar qualquer gramado.
Medidas em estudo
- Monitoramento constante das condições do campo nas semanas que antecedem o evento;
- Ajustes no cronograma de manutenção para coincidir com períodos de menor atividade;
- Avaliação de técnicas de replantio e recuperação acelerada após a partida;
- Consultoria técnica de profissionais que atuaram na operação paulista.
Expectativa nos bastidores
A troca de informações entre Rio e São Paulo é tratada com discrição, mas sinaliza que o Maracanã quer evitar erros do passado e entregar um gramado em condições adequadas tanto para a NFL quanto para os compromissos seguintes dos clubes cariocas.
Se o plano funcionar, o estádio pode consolidar seu nome na rota de grandes eventos esportivos internacionais — sem pagar um preço alto demais no que diz respeito ao seu principal patrimônio: o campo.