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Folha de S.Paulo · G. Rok ·

NFL desenha rota global ambiciosa e coloca o Maracanã no mapa da temporada 2026

Liga de futebol americano planeja nove partidas internacionais em 2026, com passagem inédita pelo Rio de Janeiro e estreia em Melbourne

NFL desenha rota global ambiciosa e coloca o Maracanã no mapa da temporada 2026

Uma liga sem fronteiras

A NFL deixou de tratar o exterior como território experimental. Para a temporada 2026, a liga profissional de futebol americano dos Estados Unidos montou o calendário internacional mais extenso de sua história, com nove partidas disputadas fora do país — um número que sinaliza mudança de estratégia, e não apenas um evento pontual.

A lista de cidades escolhidas mistura praças já consolidadas e novidades ousadas: Melbourne, Rio de Janeiro, Londres, Paris, Madri, Munique e Cidade do México. O anúncio colocou o futebol americano no centro de um debate que vai muito além do esporte.

O Maracanã entra em campo

O ponto mais comentado do roteiro é a presença do Rio de Janeiro, que deve receber uma partida no Maracanã. O estádio, símbolo máximo do futebol brasileiro, passa a abrigar também o esporte de maior audiência dos Estados Unidos — uma imagem que resume bem a lógica comercial da liga.

A escolha do Brasil não é casual. O país concentra uma das maiores bases de fãs de NFL fora da América do Norte, impulsionada pela transmissão constante dos jogos e pelo crescimento do público jovem.

Melbourne abre uma frente nova

Do outro lado do mundo, Melbourne representa a aposta mais arriscada do pacote. A cidade australiana recebe a liga em um mercado onde o futebol australiano e o críquete dominam a atenção do público, mas onde o interesse pelo esporte americano vem crescendo de forma constante.

A inclusão da Austrália no calendário sugere que a NFL busca algo além de vender ingressos: quer construir presença de longo prazo em regiões onde ainda tem espaço para crescer.

A Europa segue como base sólida

O Velho Continente continua sendo o coração da expansão. Londres mantém seu papel de vitrine histórica, recebendo jogos há anos e funcionando como teste para praticamente todas as iniciativas internacionais da liga.

Por que isso importa

A NFL não esconde o objetivo: transformar-se em um produto verdadeiramente global, capaz de competir por atenção em países onde o futebol — o de verdade, com bola redonda — é religião.

Cada partida internacional funciona como uma peça de marketing de longo prazo. Ao levar jogos ao Maracanã ou a Melbourne, a liga não vende apenas um espetáculo de domingo: ela tenta criar memória afetiva, formar novas gerações de torcedores e abrir espaço para acordos de transmissão mais lucrativos.

O calendário de 2026, portanto, deve ser lido como um mapa de ambições. E o Brasil acaba de ganhar um lugar de destaque nesse roteiro.

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