O Brasil consolidou sua posição como o maior mercado de criptoativos do planeta, conforme o mais recente relatório da Chainalysis. Entre julho de 2025 e junho de 2026, o volume de transações no país atingiu US$ 252,5 bilhões, representando 2,7% do total mundial de US$ 9,4 trilhões.
O que impulsionou o avanço brasileiro
Diferente de economias mais maduras, o Brasil se destacou por uma distribuição equilibrada entre diferentes usos de criptomoedas. Empresas locais têm recorrido cada vez mais a stablecoins para liquidez e transferências internacionais, aproveitando a clareza regulatória trazida pelo Banco Central.
As novas normas para prestadores de serviços de ativos virtuais exigem governança robusta, gestão de riscos e capital mínimo. Embora pressionem players menores, essas regras aumentam a confiança do mercado, segundo Julia Rosin, presidente da ABCripto.
Crescimento das plataformas nacionais
Exchanges brasileiras elevaram sua fatia nos fluxos de 1,5% para 12,5% no período analisado. Esse movimento contrasta com o resto da América Latina, onde plataformas locais perderam espaço para concorrentes estrangeiros.
América Latina em expansão
Enquanto a atividade cripto global recuou 1,6%, a região latino-americana registrou alta de 9,8%. Argentina (US$ 88,5 bilhões) e México (US$ 77,6 bilhões) completam o pódio regional, atrás do Brasil, que ampliou sua participação na América Latina de 31,6% para 43,7%.
- Transferências abaixo de US$ 100 cresceram 78,4%
- Operações entre US$ 100 e US$ 1 mil avançaram 58,6%
- Fluxos internacionais de stablecoins saltaram 77,5%, chegando a US$ 220,3 bilhões
Mudança de perfil do mercado
O relatório indica que o varejo permanece ativo mesmo em períodos de baixa especulação. Pagamentos do dia a dia, remessas e proteção cambial explicam boa parte do uso de stablecoins na região, segundo especialistas da Bitso e da plataforma analisada.