De Competição a Vivência Cultural
O ATP 250 de Chengdu, categoria do circuito profissional masculino de tênis, completou uma década em 2026 com uma mudança clara: os atletas já não chegam apenas para somar pontos. Eles buscam conhecer a cidade que os recebe desde 2016.
O Encanto Inicial pelos Pandas
Muitos jogadores iniciam o contato com Chengdu pelos famosos ursos gigantes. O canadense Shapovalov, semifinalista em 2019, perdeu a chance de visitá-los na primeira viagem. Ao retornar em 2026, garantiu que dessa vez não repetiria o erro. A executiva Alison Lee, da ATP, observa que o interesse pelos pandas faz a cidade deixar de ser apenas um nome no calendário.
Tecidos, Tradições e Novas Descobertas
Além dos animais, os tenistas exploram o patrimônio local. O espanhol Fognini e o holandês Griekspoor visitaram o Parque Criativo de Shujin, onde aprenderam que uma tecelagem manual produz apenas oito centímetros de brocado por dia. Griekspoor comparou a paciência exigida ao esporte de alto rendimento.
Laços com o Público e o Calendário Chinês
O chileno Tabilo, campeão em 2025 após uma campanha vitoriosa saindo das qualificatórias, voltou em 2026 como defensor do título. Ele ainda se emociona com o apoio dos torcedores chineses. No mesmo ano, o monegasco Vacherot celebrou o Festival do Meio do Outono com crianças em um pátio tradicional, aprendendo caligrafia e brincadeiras antigas.
História que Começa em 1916
A relação de Chengdu com o tênis é antiga: a primeira quadra surgiu em 1916 no bairro de Huaxiba, com bolas feitas de pelo e couro, chamadas localmente de “ovos de pele”. De lá até o moderno centro internacional de tênis, a paixão permanece.
Impacto que Ultrapassa as Linhas
Jogadores levam histórias para casa, enquanto a cidade ganha visibilidade global. Em 2025, o primeiro-ministro australiano Albanese visitou o local e destacou como o esporte aproxima nações. O mesmo ano viu o qualificatório da Ásia-Pacífico para o Australian Open retornar a Chengdu.
A cada edição, o torneio deixa de ser apenas resultado de placar e passa a ser lembrado pelas experiências que ficam.