Corrida contra o prazo em Cingapura
A partir de 1º de outubro, o esquema nacional de devolução de embalagens de bebidas (BCRS) entra em vigor pleno em Cingapura. Varejistas agora precisam retirar das prateleiras os produtos sem o selo obrigatório de depósito, sob risco de penalidades.
Apesar dos seis meses de transição e de promoções agressivas, muitos estabelecimentos menores não conseguiram esvaziar o estoque a tempo.
Adesão ao período de tolerância
Mais de dois mil comerciantes, sobretudo minimercados e quitandas de bairro, solicitaram um mês extra de carência junto à Agência Nacional do Meio Ambiente (NEA). Até o momento, 85% dos pedidos já analisados foram aprovados.
As grandes redes de supermercados concluíram a troca de mercadorias, mas lojas de bairro ainda aplicam adesivos manualmente ou oferecem descontos de até 60% para liquidar itens antigos.
Impacto em diferentes segmentos
- K-Market: nove filiais coreanas mantêm mais de 18 mil unidades sem selo e receberam a prorrogação.
- Tian Ma Group: 20 pontos de venda não obtiveram a carência e devolverão o estoque remanescente ao armazém até o fim do dia 30 de setembro.
- Cafés e restaurantes: a maioria já opera apenas com produtos em conformidade, pois mantêm giro rápido e pouco estoque.
Desafios para importadores
Empresas que trazem cervejas artesanais e bebidas sem álcool relatam aumento de custos e burocracia. O registro de cada novo sabor exige fotos, pesagem e aprovação prévia, o que dificulta testes de mercado e eleva o preço final ao consumidor.
Objetivo do programa
O BCRS cobra 10 centavos de dólar de depósito reembolsável por embalagem de metal ou plástico. O consumidor recupera o valor ao devolver o recipiente em máquinas automáticas espalhadas pela cidade. O selo visível indica que o produto participa do sistema.
Comerciantes que ainda possuem estoque sem marca têm até 31 de outubro para regularizar a situação, desde que tenham obtido a extensão autorizada pela NEA.