Preveja.com · Mercado de previsões em tempo real

Correio Braziliense · G. Rok ·

Datafolha volta às ruas com nova pesquisa presidencial em meio à turbulência institucional

Instituto ouviu 2.002 eleitores nas cinco regiões do país entre 8 e 11 de setembro. Margem de erro é de 2 pontos percentuais, com 95% de confiança.

Datafolha volta às ruas com nova pesquisa presidencial em meio à turbulência institucional

O Datafolha entrega nesta sexta-feira (11) mais um retrato da corrida presidencial. O levantamento chega a público poucos dias depois de a crise entre os Poderes atingir seu ponto mais tenso, com desdobramentos que dominaram o noticiário e empurraram o debate eleitoral para o centro da agenda nacional.

Um levantamento feito em plena ebulição

A coleta de dados começou na terça-feira (8) e seguiu até esta sexta, acompanhando de perto os desdobramentos da crise no Supremo Tribunal Federal. Ao todo, 2.002 pessoas foram ouvidas nas cinco regiões do país, em um esforço para captar como o eleitorado absorveu os acontecimentos mais recentes.

A margem de erro do estudo é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um intervalo de confiança de 95%. Isso significa que, em 95 de cada 100 amostragens semelhantes, os resultados tenderiam a cair dentro dessa faixa.

Terceiro retrato da campanha

Esta é a terceira pesquisa presidencial divulgada desde o início oficial da campanha eleitoral — e a primeira do Datafolha em que todas as entrevistas foram realizadas já sob as regras e o ritmo da disputa formal. Esse detalhe importa: levantamentos feitos antes do pontapé inicial da campanha capturam um humor eleitoral que ainda não havia passado pelo filtro da propaganda, dos programas partidários e dos embates diretos entre os candidatos.

O instituto tem tradição de divulgar seus números às sextas-feiras, e o levantamento desta semana deve ser lido com ainda mais atenção por causa do cenário atípico.

O peso da crise no STF

A crise envolvendo o Supremo colocou em xeque a relação entre os Poderes e trouxe para o eleitor uma discussão que vai além das propostas de governo: a própria estabilidade institucional do país. Historicamente, episódios de tensão entre Executivo, Legislativo e Judiciário tendem a mexer com a percepção de risco do eleitorado — e, por consequência, com a intenção de voto.

Por isso, a leitura dos números desta sexta interessa não apenas aos candidatos, mas também aos analistas políticos, que buscarão identificar se o atrito institucional provocou migração de votos, aumento da rejeição a determinados nomes ou simplesmente reforçou o indeciso.

O que observar nos números

Próximos passos

Com o calendário eleitoral em curso e a temperatura institucional ainda alta, novas pesquisas devem se suceder nas próximas semanas, desenhando um painel cada vez mais nítido do que pensa o eleitor brasileiro. Os dados desta sexta, no entanto, chegam com um peso extra: foram colhidos exatamente no momento em que a crise atingia seu ápice.

← Blog