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G1 · G. Rok ·

Governo aperta o cerco contra apostas virtuais com sanções rigorosas e prazo final para saques

Medida provisória proíbe bets e cassinos online, prevê multas de até 10% do faturamento e criminalização, com saques liberados até 5 de outubro.

Governo aperta o cerco contra apostas virtuais com sanções rigorosas e prazo final para saques

Pacote de restrições em vigor

O governo federal editou uma medida provisória que barra imediatamente novos depósitos em plataformas de apostas online e cassinos virtuais. Os usuários terão até o dia 5 de outubro para retirar saldos existentes, enquanto os sites e aplicativos devem ser desativados a partir do dia seguinte.

Responsabilidade das plataformas digitais

Provedores de internet, redes sociais, lojas de aplicativos e sistemas operacionais passam a ter o chamado "dever de cuidado". Eles devem bloquear ou remover conteúdos, anúncios e serviços ligados às apostas vedadas. Quem não agir de forma comprovada pode ser responsabilizado.

Sanções previstas

O descumprimento pode resultar em:

Quando não houver faturamento, a penalidade varia de R$ 10 a R$ 1.000 por usuário, limitada a R$ 50 milhões por infração.

Criminalização em discussão

Além das medidas administrativas, um projeto de lei enviado ao Congresso transforma a exploração e divulgação de apostas de quota fixa em crime, com pena de reclusão de 4 a 6 anos mais multa. A punição aumenta em um terço quando o alvo for jogos virtuais, como o popular "jogo do tigrinho".

Reação do mercado

Entidades do setor, como o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável e a Associação Nacional de Jogos e Loterias, alertam que a proibição total pode empurrar apostadores para sites ilegais sem fiscalização. Elas afirmam que 31 milhões de pessoas usam plataformas reguladas e prometem recorrer à Justiça para reverter a decisão.

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