A presença de Luiz Inácio Lula da Silva no debate presidencial da TV Globo, agendado para a próxima quinta-feira, ainda não foi confirmada pela equipe do presidente. A decisão depende de avaliações estratégicas sobre como o evento pode influenciar eleitores que ainda não definiram seu voto.
Pressão direta de adversário
Flávio Bolsonaro (PL) já garantiu sua participação e lançou um desafio público ao petista, afirmando que pretende confrontá-lo diretamente no programa. O senador repetiu que vai ao encontro mesmo sem a confirmação de Lula, colocando o presidente como seu principal alvo.
Pesquisas recentes orientam cálculo
Levantamentos divulgados nesta segunda-feira mostram Lula na frente no primeiro turno, com 42% contra 37% de Flávio Bolsonaro na Nexus/BTG e 39% contra 34% na Quaest. No segundo turno, porém, os dois aparecem tecnicamente empatados. A margem de erro em ambas é de dois pontos percentuais.
Foco nos eleitores em dúvida
Cerca de 12% dos entrevistados na pesquisa Nexus/BTG indicam que podem mudar de opinião até o dia 4 de outubro. Na Quaest, o número de indecisos chega a 31% na versão espontânea. A campanha considera que o debate pode ser uma chance de atingir parte desse público na reta final.
Menos candidatos, menos ataques
Com apenas quatro participantes confirmados — Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) —, o formato reduz a exposição do presidente a críticas concentradas. Renan Santos e Romeu Zema ficaram de fora. Lula deve consultar aliados até quarta-feira para definir sua ida ao evento.