A poucos dias do primeiro turno, o governo federal decidiu alongar o prazo de adesão ao Desenrola Adimplentes. A Medida Provisória 1.393/2026, editada na sexta-feira (25), eleva de 90 para 120 dias o período de negociação destinado a trabalhadores sem carteira assinada.
Com a mudança, os acordos poderão ser fechados até 26 de outubro, um dia depois do segundo turno. A mesma norma criou o Desenrola Brasil 3.0, linha voltada à renegociação de débitos de quem já está inadimplente.
Motivo da extensão
O Ministério da Fazenda justificou a prorrogação por questões operacionais. O programa começou a funcionar mais tarde que o previsto na MP original de junho, por isso o prazo foi ajustado para coincidir com o limite máximo de vigência da medida.
Não há custo extra. Os recursos já foram transferidos ao Banco do Brasil, à Caixa Econômica Federal e ao FGO (Fundo Garantidor de Operações).
Como funciona o programa
- Dívidas de até R$ 15 mil em crédito pessoal sem garantia;
- Atraso máximo de 90 dias;
- Pelo menos quatro parcelas já quitadas;
- Juros limitados a 1,99% ao mês;
- Nova prestação não pode passar de 90% do valor original;
- Crédito adicional de até 50% do saldo devedor, desde que respeitado o limite da parcela.
O objetivo é oferecer taxas mais baixas a quem não tem vínculo formal de emprego e costuma pagar juros elevados no mercado.