O mercado de trabalho no Brasil mostrou mais um sinal de força no trimestre encerrado em agosto. A taxa de desemprego recuou para 5,3%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua divulgados pelo IBGE.
Queda no número de desocupados
O país registrou 5,8 milhões de pessoas sem trabalho, uma redução de 4,6% em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, a queda chegou a 4,9%, o que representa 300 mil pessoas a menos na fila do desemprego.
Ocupação em nível histórico
A população ocupada alcançou 103,5 milhões de indivíduos, marca inédita na série histórica do instituto. O crescimento foi de 0,8% no trimestre e de 1% no ano, impulsionado principalmente pelos setores de indústria e construção civil.
O analista da pesquisa destacou que a retomada industrial reflete o planejamento das empresas para atender à demanda do segundo semestre, após um período de estabilidade.
Outros indicadores
- Nível de ocupação: 58,9%
- Taxa de subutilização: 13,1%
- População subutilizada: 15 milhões
- Informalidade: 37,5% (38,8 milhões de trabalhadores)
O rendimento médio real ficou em R$ 3.777, estável no trimestre, mas com alta de 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A massa total de rendimentos chegou a R$ 385,6 bilhões, novo recorde da série.
Carteira assinada em alta
O número de empregados com carteira no setor privado, sem contar domésticos, manteve-se em 39,5 milhões, o maior contingente já registrado. Os dados indicam estabilidade tanto no trimestre quanto na comparação anual.
A população fora da força de trabalho chegou a 66,4 milhões, enquanto os desalentados somaram 2,4 milhões, queda de 11,9% em um ano.