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Milhões em Jogo: Simões Detalha Tentativas de Corrupção Ligadas a Cleitinho

Relatório do governador de Minas expõe contatos com Pettersen, incluindo oferta de R$ 10 milhões recusada, e pede afastamento do aliado de Cleitinho.

Milhões em Jogo: Simões Detalha Tentativas de Corrupção Ligadas a Cleitinho

Embate Eleitoral em Minas

No debate da TV Globo, o governador Mateus Simões (PSD) revelou publicamente uma denúncia grave contra o deputado federal Euclydes Pettersen, presidente estadual do Republicanos e aliado próximo do senador Cleitinho Azevedo. O caso envolve supostas propostas de propina e interferências políticas para as eleições de 2026.

Um documento elaborado pelo próprio Simões traz a linha do tempo dos contatos, que começaram em fevereiro de 2024 e se estenderam até julho de 2026. Prints de conversas e registros de reuniões foram anexados ao material.

Primeiras Abordagens

Os primeiros contatos ocorreram por mensagem em 23 de fevereiro de 2024. Em Brasília, quatro dias depois, Pettersen pediu ao governador que interferisse na escolha de Fábio Silveira para vaga de desembargador no TJMG. Em troca, oferecia influência sobre Cleitinho nas decisões do pleito seguinte.

Simões e o ex-governador Romeu Zema rejeitaram a indicação após receberem um dossiê do tribunal com investigações contra o advogado, incluindo acusações de compra de sentenças e ligações com crime organizado no Leste mineiro.

Proposta de R$ 10 Milhões

Em julho de 2024, Pettersen intermediou contato com Saulo de Tasso Dino, da empresa Fictor, para oferecer serviços de tecnologia em consignados. A Secretaria de Planejamento e Gestão descartou a ideia, pois o serviço já era feito pela Prodemge.

Em novembro do mesmo ano, durante evento em Trancoso (BA), o deputado voltou a cobrar a contratação e, diante da recusa, teria oferecido R$ 10 milhões — valor que poderia ser pago anualmente. A proposta foi rejeitada de imediato.

Análise da Controladoria

Em dezembro de 2024, o caso chegou à Controladoria-Geral do Estado. O órgão concluiu que não havia elementos suficientes para representação policial, já que não havia testemunhas diretas e a administração estadual já havia bloqueado qualquer contratação.

Em junho de 2025, Simões relatou todo o histórico diretamente a Cleitinho e recomendou o afastamento de Pettersen. O último encontro registrado aconteceu em julho de 2026, quando o deputado apresentou exigências para que Cleitinho desistisse da candidatura ao governo.

Posição do Deputado

Pettersen nega todas as acusações e afirma que, se a oferta tivesse ocorrido, Simões deveria ter agido imediatamente. Ele classifica as denúncias como falsas e diz que vai cobrar na Justiça a comprovação da comunicação à Controladoria, além de processar o governador por calúnia e difamação.

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