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Rock in Rio 2026: entre ovaciones e tropeços, o primeiro fim de semana dividiu a crítica e a plateia

Críticos do g1 elegem cinco grandes shows e quatro decepções nos Palcos Mundo e Sunset do primeiro fim de semana do Rock in Rio 2026, avaliando setlist, presença de palco e reação do público.

Rock in Rio 2026: entre ovaciones e tropeços, o primeiro fim de semana dividiu a crítica e a plateia

Um fim de semana de contrastes na Cidade do Rock

O primeiro fim de semana do Rock in Rio 2026 deixou claro que o festival não abre mão da variedade. A maratona começou na sexta-feira (4), com uma noite dedicada ao rock, seguiu no sábado (5) com um dia inteiramente voltado ao metal e terminou no domingo (6) com uma programação de perfil bem diferente, fechando a primeira etapa em clima de transição.

Entre um gênero e outro, o público assistiu a apresentações muito distintas em ambiência e ambição — algumas históricas, outras que ficaram devendo.

Como as listas foram montadas

A equipe de crítica do g1 acompanhou os shows nos Palco Mundo e Palco Sunset e organizou dois rankings: os cinco melhores e os quatro piores do fim de semana.

A avaliação não se limitou ao gosto pessoal. Os critérios consideraram, entre outros pontos:

Os destaques do fim de semana

Os melhores momentos do fim de semana vieram justamente de artistas que entenderam o tamanho do palco. Em um festival que reúne dezenas de milhares de pessoas por noite, não basta ter hits: é preciso construir uma narrativa que segure a atenção de quem está longe do palco.

Foi nesse quesito que os shows mais bem avaliados se diferenciaram. Eles combinaram repertório enxuto, comunicação direta com a plateia e um cuidado técnico que evitou quebras de ritmo — um problema recorrente em apresentações que tentam encaixar material novo em um público que veio para cantar o que já conhece.

Um dos nomes mais aguardados do festival, Elton John subiu ao palco nesta edição e esteve no centro das atenções do fim de semana, reunindo uma plateia que misturou fãs de longa data e curiosos atraídos pelo peso simbólico de sua obra.

Onde a coisa desandou

Do outro lado da balança, quatro apresentações ficaram abaixo do esperado. Os problemas apontados foram variados: setlists arrastadas, excesso de momentos de conversa com o público, problemas de mixagem que engoliram instrumentos e, em alguns casos, a sensação de que o artista não adaptou seu formato de arena para o ritmo de um festival.

Chama atenção que nem sempre a qualidade técnica foi o fator decisivo para uma avaliação ruim. Houve casos em que a execução foi correta, mas a escolha do repertório não conversou com a plateia daquele dia específico — um erro de leitura de contexto que custou caro na percepção do público.

A reação da plateia como termômetro

Um dos indicadores mais usados na avaliação foi o comportamento do público. Coros espontâneos, celulares guardados no bolso e silêncio atento durante baladas foram tratados como sinais positivos, enquanto a evasão do público durante uma apresentação foi lida como um dos piores indícios possíveis.

Esse tipo de leitura ajuda a explicar por que um show tecnicamente simples pode superar uma produção grandiosa — e vice-versa.

O que fica da primeira etapa

Com o primeiro fim de semana encerrado, o Rock in Rio 2026 já deixou claro que sua aposta na diversidade de gêneros continuará rendendo avaliações divididas. Para os organizadores, o ecletismo é a marca do festival; para parte do público, ele também significa noites de altos e baixos.

O balanço final, no entanto, só virá depois que a segunda etapa da Cidade do Rock terminar de escrever sua própria história.

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