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Folha de S.Paulo · G. Rok ·

Saída dos EUA do Iraque fortalece Irã e reacende alertas sobre o Estado Islâmico

Retirada americana até 30 de setembro é vista por Teerã como vitória, mas gera temores de vazio de poder e avanço de milícias xiitas e terroristas sunitas.

Saída dos EUA do Iraque fortalece Irã e reacende alertas sobre o Estado Islâmico

Retirada marca fim de presença longa

As últimas bases americanas no Iraque serão evacuadas até esta quarta-feira (30). O movimento, combinado ainda em 2024 sob Biden e concluído na gestão Trump, é comemorado por Teerã e suas milícias como derrota estratégica de Washington.

Quase 4.500 soldados dos EUA morreram em mais de duas décadas de operações no país.

Influência iraniana em expansão

Analistas locais alertam que a ausência americana remove um contrapeso importante à atuação de grupos xiitas apoiados pelo Irã. Jasim al-Bahadli, especialista em segurança, prevê que as facções tentarão converter a retirada em maior peso sobre decisões políticas e de segurança.

Comandantes da Resistência Islâmica iraquiana já classificam o episódio como “vitória histórica” e “derrota esmagadora” do projeto americano.

Histórico de intervenções

O Iraque manteve, nos últimos anos, relações simultâneas com Washington e Teerã, servindo por vezes de palco para confrontos indiretos.

Riscos de instabilidade

Autoridades curdas e tribais sunitas temem que o vazio abra espaço para o ressurgimento do Estado Islâmico. Células adormecidas já mostram movimentação desde o anúncio da saída, segundo Sirwan Barzani.

O grupo, que chegou a controlar um terço do território iraquiano, continua capaz de planejar atentados, indicam fontes de segurança.

Reação de Teerã

O Parlamento iraniano saudou a partida das tropas e afirmou que a “segurança duradoura” prevalecerá sem a presença americana. Washington, por sua vez, acusa as milícias pró-Irã de ataques a alvos regionais sob ordens de Teerã.

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