Decisão no TST pode encerrar paralisação
O Tribunal Superior do Trabalho decide nesta terça-feira, a partir das 14h30, se a greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal é legal ou abusiva. O banco público levou o caso à Justiça pedindo o reconhecimento da irregularidade do movimento, que começou em 10 de setembro.
Em liminar anterior, o ministro Maurício Godinho determinou que 60% dos empregados permaneçam em atividade, já que os serviços bancários são considerados essenciais. Ao mesmo tempo, garantiu o direito de greve e fixou multa de R$ 100 mil por entidade sindical em caso de descumprimento.
Impasse central: convênio médico
O principal ponto de atrito é a alteração nos valores e regras do Saúde Caixa. Os bancários argumentam que os reajustes propostos anulariam o ganho salarial de 0,6% acima da inflação obtido na categoria.
Atualmente, o funcionário contribui com 3,5% da remuneração-base e paga R$ 75 por consulta em pronto-atendimento. Dependentes diretos custam R$ 480 mensais, com teto de 7% da remuneração do titular.
Histórico das negociações
Foram realizadas 54 rodadas de conversa antes da data-base de 31 de agosto. Após bancos privados e Banco do Brasil fecharem acordo, a Caixa ofereceu custeio de 9% sobre a folha a partir de 2027, proposta rejeitada.
A categoria defende o retorno do modelo 70/30 (banco paga 70%, funcionário 30%), que vigorava antes da regra de 2018 do governo Temer, que limitava a participação da empresa a 6,5%.
O que está em jogo no julgamento
- Reconhecimento ou não da abusividade da greve
- Desconto dos dias parados
- Definição sobre o custeio do plano de saúde
- Possibilidade de retorno imediato ao trabalho
A Caixa retirou sua última oferta no processo judicial e agora pede que o financiamento permaneça em 6,5% da folha, com cobrança diferenciada por faixa etária.
Alternativas para clientes
Mesmo com agências parcialmente fechadas, os canais digitais e caixas eletrônicos da Caixa continuam operando normalmente. Clientes podem pagar boletos e realizar operações por meio desses meios ou em unidades de outros bancos.