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TST põe fim à greve na Caixa e impõe compensação de dias parados

Tribunal determina retorno ao trabalho a partir de quarta-feira, rejeita abusividade da paralisação e concede reajuste pelo INPC mais 0,6% de ganho real.

TST põe fim à greve na Caixa e impõe compensação de dias parados

Paralisação encerrada por decisão judicial

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou nesta terça-feira (29) o fim da greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal. A paralisação, iniciada em 10 de setembro, terminou sem que a corte considerasse o movimento abusivo.

A partir de quarta-feira (30), as agências devem retomar o funcionamento normal em todo o país.

Compensação dos dias de greve

Em vez de desconto salarial, os empregados terão que repor os dias não trabalhados em até 180 dias. O tribunal destacou que a compensação deve levar em conta a adesão real de cada funcionário, já que algumas unidades continuaram operando.

Reajuste salarial acima da inflação

A sentença normativa prevê aumento correspondente à variação do INPC mais 0,6% de ganho real. O mesmo percentual será aplicado a benefícios como auxílio-alimentação, auxílio-creche e auxílio-babá.

O acordo terá validade de um ano, entre 1º de setembro de 2026 e 31 de agosto de 2027.

Saúde Caixa continua em debate

O principal impasse da negociação foi o plano de saúde dos empregados. O TST manteve as cláusulas anteriores sobre o tema e sobre a Participação nos Lucros e Resultados, deixando para futuras mesas de negociação a definição de novas regras.

Cláusulas sobre horas extras, adicional noturno e outras garantias trabalhistas foram preservadas com os mesmos índices de reajuste.

Expectativa para os próximos passos

Embora a greve tenha acabado, representantes dos trabalhadores afirmaram que continuarão negociando com o banco para resolver pendências relacionadas ao plano de saúde.

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