O embate final em São Paulo
No último encontro antes da votação, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) se enfrentaram em um debate equilibrado, sem um destaque claro. O governador, que lidera as pesquisas com folga, saiu satisfeito com o formato que evitou surpresas de última hora.
Argumentos de Haddad
O ex-ministro destacou dados verificáveis e criticou a queda de São Paulo para o 10º lugar em educação. Ele também questionou a transparência na Secretaria da Fazenda e defendeu o fim das privatizações, apontando aumento da violência e a suposta aproximação do PCC com instituições. Haddad ainda trouxe o debate para o plano nacional ao mencionar Flávio Bolsonaro e um pedido de recursos para o filme Dark Horse, pedindo votos para Marina Silva, Simone Tebet, Lula e para si próprio.
Destaques de Tarcísio
Tarcísio ressaltou obras de infraestrutura, como trechos do Rodoanel e a Linha 6 do Metrô, além da criação da Tabela SUS Paulista. Ele defendeu ações contra a violência doméstica, como tornozeleiras eletrônicas e reforço policial, e reforçou a necessidade de alinhamento com o governo federal, declarando apoio a Flávio Bolsonaro e aos candidatos Derrite e André do Prado para o Senado.
Foco no Rio Tietê e saneamento
Tarcísio cobrou explicações sobre o programa Integra Tietê, ao que Haddad respondeu não conhecer o projeto e criticou a poluição do rio. O petista também atacou a privatização da Sabesp, alegando que a tarifa subiria inevitavelmente e que a empresa foi vendida abaixo do valor de mercado, citando quatro mortes de trabalhadores após o processo. Tarcísio lamentou os óbitos, mas argumentou que era inaceitável a falta de acesso à água.
Contexto das urnas
Com o primeiro turno marcado para domingo, os dois candidatos buscaram consolidar suas bases sem grandes riscos, mantendo o foco em temas como infraestrutura, segurança e gestão pública.