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IGN Brasil · G. Rok ·

'É como um reencontro da escola': CD Projekt RED reúne veteranos após uma década e confirma expansão inédita de The Witcher 3

Miles Tost e Karolina Kuzia-Rokosz falaram ao IGN Brasil sobre o remaster de The Witcher 3, que chega em 29 de setembro, e sobre Songs of the Past, expansão prevista para 2027.

'É como um reencontro da escola': CD Projekt RED reúne veteranos após uma década e confirma expansão inédita de The Witcher 3

A CD PROJEKT RED escolheu um dos principais eventos do calendário de games para abrir o jogo sobre dois projetos que mantêm a comunidade de The Witcher 3: Wild Hunt em polvorosa. De um lado, o remaster do RPG mais premiado de sua geração, com lançamento marcado para 29 de setembro. Do outro, Songs of the Past, uma expansão completamente nova, com chegada prevista para 2027.

Uma década depois, os mesmos nomes

O detalhe que mais chamou atenção, no entanto, não estava nos trailers. Parte da equipe original de The Witcher 3 voltou a trabalhar junta depois de cerca de dez anos, e a sensação descrita por quem viveu o reencontro é menos corporativa e mais afetiva.

"É como um reencontro da escola", resumiu um dos desenvolvedores ao comentar o clima nos bastidores do novo projeto. A metáfora dá o tom do que a empresa quer transmitir: não se trata apenas de retomar uma franquia bilionária, mas de reunir pessoas que ajudaram a construir um marco dos RPGs modernos.

O que já se sabe sobre os dois lançamentos

O remaster de The Witcher 3: Wild Hunt chega em 29 de setembro, com a promessa de reapresentar o jogo a uma nova geração de jogadores e de dar aos veteranos um motivo para revisitar o Continente. Já Songs of the Past é tratada como uma expansão inédita, ou seja, conteúdo novo e não apenas uma releitura do que já existe.

As vozes por trás do projeto

Em conversa com o IGN Brasil, dois nomes centrais do projeto explicaram como as duas frentes se conectam.

Miles Tost, líder de design de fases da CD PROJEKT RED, é um dos profissionais que acompanham a série há anos e conhecem de perto a engrenagem que faz o RPG funcionar. Do outro lado, Karolina Kuzia-Rokosz acumula dois papéis de peso: é diretora de visão criativa de Songs of the Past e também diretora-chefe de design da Fool's Theory, o estúdio parceiro responsável por dar forma à expansão.

A dobradinha entre a desenvolvedora polonesa e um estúdio externo não é novidade na indústria, mas chama atenção quando envolve uma propriedade intelectual tão sensível. A escolha indica que a CD PROJEKT RED quer manter o controle criativo da franquia sem abrir mão de equipes que já demonstraram afinidade com o universo criado por Andrzej Sapkowski.

Por que isso importa

The Witcher 3: Wild Hunt é frequentemente citado entre os melhores RPGs já feitos, com uma legião de fãs que segue ativa mais de dez anos após o lançamento original. Cada movimento da empresa em torno desse legado é acompanhado com lupa — e com expectativa proporcional.

O remaster de setembro funciona como um aquecimento: recoloca o jogo nas prateleiras e na conversa pública. Songs of the Past, por sua vez, é a aposta de longo prazo, com estreia planejada para 2027 e a missão de provar que ainda há história relevante para contar naquele mundo.

Entre a nostalgia de um reencontro e a pressão de repetir um sucesso quase impossível de replicar, a CD PROJEKT RED aposta em algo simples na teoria e difícil na prática: reunir quem conhece o caminho e deixar que o novo conteúdo fale por si.

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