Disputa pelo Senado começa embolada em São Paulo
A corrida por uma das duas vagas de São Paulo no Senado Federal começa sem favorito isolado. Segundo o Instituto Veritá, o ex-secretário estadual de Segurança Pública Guilherme Derrite (PP) e o deputado estadual André do Prado (PL) aparecem à frente na preferência do eleitorado paulista, separados por uma diferença que o próprio levantamento não permite tratar como vantagem consolidada.
Os números do levantamento
Derrite registra 21% das intenções de voto, enquanto Do Prado soma 20,3%. A distância entre os dois é de menos de um ponto percentual — bem abaixo da margem de erro da pesquisa, o que configura o que os analistas chamam de empate técnico.
O estudo foi conduzido entre os dias 7 e 12 de setembro, com 3.025 eleitores ouvidos no estado. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%.
O que explica a configuração
- Derrite chega à disputa com a bagagem de quem comandou a pasta de Segurança Pública do governo paulista, área de forte apelo eleitoral no estado.
- Do Prado construiu sua trajetória no Legislativo estadual e preside a Assembleia Legislativa de São Paulo, o que lhe garante projeção junto a prefeitos e lideranças regionais.
A leitura de que ambos estão tecnicamente empatados não é um detalhe retórico: com margem de 2 pontos, qualquer cenário em que um ultrapasse o outro por menos de dois pontos percentuais permanece, estatisticamente, indefinido.
Cenário em aberto
O quadro desenhado pela Veritá indica uma eleição com alto grau de imprevisibilidade e espaço relevante para movimentos nos próximos levantamentos. Em disputas proporcionais de grande porte como a de São Paulo, o eleitorado costuma definir posições mais firmemente à medida que o calendário avança e as campanhas ganham visibilidade.
Até lá, a única certeza que os números oferecem é a de que a briga pelas cadeiras paulistas no Senado tende a ser decidida no detalhe — e acompanhada de perto por institutos, partidos e eleitores.