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Brasil 247 · G. Rok ·

Lula, tututok sa Faria Lima: mataas na interes 'nagnanakaw' ng pondo sa edukasyon, sabi ng pangulo

Sa pagbatikos sa merkadong pinansyal, iniuugnay ni Lula ang mataas na interes sa mas kaunting pondo para sa pampublikong polisiya at tinatanggihan ang panawagan para sa pagtitipid.

Lula, tututok sa Faria Lima: mataas na interes 'nagnanakaw' ng pondo sa edukasyon, sabi ng pangulo

Lula volta a mirar o mercado financeiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu o tom contra o setor financeiro nesta quinta-feira (10) ao afirmar que a manutenção de juros elevados compromete diretamente a capacidade do Estado de financiar políticas públicas — com destaque para a área da educação.

Segundo o presidente, cada ponto percentual mantido na taxa básica de juros representa menos dinheiro circulando em investimentos sociais. A crítica foi direcionada ao que ele chama de "choradeira" de agentes do mercado, em referência ao corredor financeiro da Avenida Faria Lima, em São Paulo.

"Só chora", diz o presidente

Ao comentar as pressões por ajuste fiscal e contenção de gastos, Lula ironizou o discurso do mercado. Para ele, o setor reclama de forma recorrente, mas não apresenta alternativas concretas para o desenvolvimento do país.

> A mensagem central do presidente é clara: enquanto o setor financeiro pressiona por cortes, o governo pretende ampliar o espaço fiscal para investimentos em áreas consideradas prioritárias.

A fala reforça uma linha adotada ao longo do mandato, na qual Lula costuma contrapôr a lógica do mercado à defesa de programas sociais e de obras de infraestrutura.

Educação no centro do debate

O ponto central do pronunciamento foi a educação. De acordo com o presidente, os recursos que deixam de ser aplicados em escolas, universidades e programas de formação são, na prática, transferidos para o pagamento de juros da dívida pública.

Na avaliação de Lula, a austeridade pregada pelo mercado não resolve o problema estrutural das contas públicas e ainda penaliza a população mais pobre.

Reação e contexto

A declaração ocorre em um momento de tensão entre o governo e agentes econômicos, que cobram responsabilidade fiscal e metas mais rígidas para o resultado das contas públicas. Do outro lado, o Palácio do Planalto argumenta que crescimento econômico e inclusão social são condições para a sustentabilidade da dívida no médio prazo.

A crítica à Faria Lima não é novidade no repertório do presidente, que já havia associado o comportamento do mercado a um suposto pessimismo com o país. Nesta quinta-feira, porém, a ligação entre juros e educação deu novo tom ao discurso.

> Para o governo, o debate fiscal não pode ser dissociado do debate social.

O que está em jogo

O embate entre o Executivo e o setor financeiro tem efeitos práticos sobre a condução da política econômica, a trajetória da taxa de juros e o ritmo de expansão dos gastos públicos. O tema deve continuar no centro do noticiário nos próximos meses, à medida que o governo tenta conciliar responsabilidade fiscal, crescimento e investimento social.

A fala do presidente sinaliza que a defesa dos investimentos sociais seguirá como marca de sua gestão — e que o mercado financeiro continuará sendo alvo preferencial de suas críticas.

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