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Poder360 · G. Rok ·

São Paulo crava 2º lugar no Pisa e soma nove posições de avanço desde 2006

Estado governado por Tarcísio de Freitas ficou em 2º entre as 27 unidades da Federação nas três áreas do Pisa: leitura, matemática e ciências. Resultado ganha peso em ano eleitoral.

São Paulo crava 2º lugar no Pisa e soma nove posições de avanço desde 2006

São Paulo se firma entre os melhores do país no Pisa

O desempenho da rede estadual de São Paulo no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) colocou o Estado na 2ª posição entre as 27 unidades da Federação. O resultado se repete nas três áreas avaliadas pelo exame: leitura, matemática e ciências.

Sob a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), que comanda o Executivo paulista desde 2023, São Paulo registrou 427 pontos em uma das disciplinas medidas — patamar que sustenta a colocação de destaque no ranking nacional da avaliação.

Trajetória de crescimento

O bom posicionamento não é um fenômeno isolado. Segundo os dados consolidados, o Estado subiu nove posições desde 2006, quando os primeiros recortes por unidade federativa passaram a ser comparados. O movimento indica uma trajetória consistente de melhora ao longo de quase duas décadas.

O avanço chama atenção porque ocorre em um momento de disputa política acirrada, com o desempenho educacional servindo de vitrine tanto para aliados quanto para adversários do governo estadual.

O que mede o Pisa

Aplicado a estudantes de 15 anos, o Pisa é conduzido pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e é hoje uma das principais referências globais para comparar sistemas de ensino. A prova avalia:

No Brasil, os resultados costumam ser desdobrados por estado e por rede, o que permite identificar quais sistemas avançam mais rápido e onde ainda há gargalos.

Leitura política do resultado

A vice-liderança nacional em todas as áreas tende a alimentar o discurso oficial de que São Paulo virou referência em qualidade de ensino. Por outro lado, especialistas lembram que rankings nacionais não significam desempenho elevado em padrões internacionais: o país como um todo ainda ocupa posições intermediárias ou baixas na comparação global.

Ainda assim, o dado de São Paulo serve de argumento para a gestão estadual em um ano eleitoral, quando a educação aparece entre os temas mais sensíveis para o eleitorado. Resta acompanhar se o avanço observado desde 2006 se traduzirá em melhorias duradouras para a aprendizagem dos estudantes paulistas.

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